FURACÃO E TUFÃO DEIXAM DEZENAS DE MORTOS NA ÁSIA E NA AMÉRICA

Hong Hong/Washington. O final de semana foi marcado por dois eventos climáticos de grande impacto, que causaram vítimas fatais: o supertufão Mangkhut, que castigou as Filipinas, e o furacão Florence, que atingiu a costa atlântica dos EUA.


O tufão causou estragos, ontem, ao chegar em Hong Kong, onde fez tremer os arranha-céus da cidade, e avançava em direção a regiões densamente povoadas na China continental, depois de ter atingido o norte das Filipinas, causando 64 mortes.

Em Hong Kong, embora tenha passado a centenas de quilômetros, o tufão deixou 213 pessoas feridas, segundo a polícia.

Na cidade de Baggao, no norte de Luzón, o Mangkhut destruiu casas e arrancou telhados e fios de energia. Algumas estradas foram totalmente inundadas e, em outras, o tráfego foi interrompido em razão dos deslizamentos de terra.

As fazendas da ilha, que garantem uma parte importante da produção de arroz e de milho do país, foram inundadas e muitas plantações destruídas, faltando um mês para a colheita.

"Já somos pobres e agora vem a tempestade", lamentou Mary Anne Baril, 40 anos, cujas plantações não sobreviveram à passagem de Mangkhut. Cerca de 20 tufões atingem o arquipélago filipino a cada ano, causando centenas de mortes e agravando a pobreza de milhões de pessoas.

Devastação

Já a tempestade Florence, que fez ao menos 16 mortos na costa dos EUA, foi rebaixada para uma depressão tropical, na manhã de ontem, mas as autoridades alertaram que a devastação está longe de terminar.

O balanço de vítimas fatais inclui uma mulher de 61 anos que faleceu na sexta-feira quando seu carro colidiu com uma árvore caída. As rajadas de vento e chuvas torrenciais causaram danos significativos. Muitas estradas permanecem bloqueadas por árvores e postes de energia. Parte da cidade de New Bern, com 30 mil habitantes, está submersa desde sexta. A cidade está localizada na confluência dos rios Neuse e Trent e perto de um estuário. Mais de 800 mil residências estão sem eletricidade na Carolina do Norte.

Segundo o senador da Carolina do Norte, Thom Tillis, a polícia prendeu várias pessoas que se negaram a abandonar as zonas de risco.

Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, que expressou solidariedade às famílias das vítimas, deve visitar as áreas afetadas no início desta semana ou no meio da semana. Ele saudou os socorristas e as forças de ordem que "trabalham muito duro" para ajudar a população.

O Florence atingiu a Carolina do Norte na sexta-feira, com ventos de até 150 km/h.

DIÁRIO DO NORDESTE

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