BOMBA!!! CARLOS BOLSONARO CONTRATOU IDOSA QUE AFIRMA QUE NUNCA TRABALHOU PRA ELE

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) atestou pessoalmente a frequência da servidora Nadir Barbosa Goes, 70, durante o período em que ela foi funcionária de seu gabinete no Rio de Janeiro. Reportagem de hoje da Folha de S.Paulo mostrou que ela era assessora comissionada, mas Nadir negou ao jornal que trabalhasse para Carlos.

Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Os documentos de frequência foram disponibilizados pela Câmara de Vereadores do Rio por meio da LAI (Lei de Acesso a Informação). Eles mostram que o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou oficialmente que Nadir teve presença integral no trabalho, sem nenhuma falta, entre janeiro de 2016 e novembro de 2018 - com exceção do mês de maio de 2016, que não foi disponibilizado pela Câmara.

Os documentos registram também períodos de férias supostamente tiradas pela funcionária, sempre no mês de janeiro.
Assessores não são obrigados a ir à Câmara

Na Câmara do Rio não existe controle de ponto para servidores comissionados dos gabinetes. Ao fim de cada mês, cabe a cada vereador assinar um documento que relata a presença dos funcionários sob seu comando.

Embora os assessores não sejam obrigados a trabalhar na sede da Câmara, no centro do Rio, ao assinar o documento o vereador garante que seus subordinados estavam prestando serviços de assessoria legislativa.

Nadir Barbosa Goes foi exonerada em janeiro, em meio a uma grande mudança que Carlos promoveu em sua assessoria após a posse do pai como presidente. Segundo a Folha, Nadir mora em Magé e é irmã do militar Edir Barbosa Goes. Ele também é lotado no gabinete de Carlos, assim como Neula de Carvalho Goes, que seria sua mulher. Os dois também tiveram as presenças integralmente atestadas pelo vereador.

O UOL tentou localizar o vereador Carlos Bolsonaro por meio de seu gabinete na Câmara e de seu chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes, mas não conseguiu contato por telefone. À Folha, Fernandes disse que Nadir trabalha em um núcleo comandado pelo irmão Edir em Campo Grande, na zona oeste do Rio. Eles seriam responsáveis por distribuir materiais para militares na região. Campo Grande fica a cerca de 80 km da residência da assessora.
Segundo caso

Essa não é a primeira vez que Carlos Bolsonaro garante a presença no trabalho de funcionários que não atuam para seu gabinete. O mesmo ocorreu com Tercio Arnaud Tomaz, que hoje atua como assessor especial do presidente Jair Bolsonaro.

O caso foi revelado pelo jornal O Globo em agosto do ano passado. Um funcionário de Carlos, Edivaldo Souza da Silva, afirmou na ocasião que Tercio trabalhava para Jair, e não para Carlos. Tercio era um dos auxiliares responsáveis por acompanhar o então deputado federal em viagens e compromissos públicos, fazendo fotos e vídeos que seriam distribuídos em suas contas nas redes sociais.

Assim como ocorreu com Nadir, Carlos também atestou a presença de Tercio mesmo em períodos em que ele viajava acompanhando Jair Bolsonaro.

Tercio foi nomeado no gabinete de Carlos Bolsonaro em dezembro de 2017, com um salário de R$ 3.641. Antes, já havia sido funcionário de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Logo após a vitória de Bolsonaro, em outubro do ano passado, Tercio passou a se apresentar abertamente como assessor de comunicação do presidente eleito, embora continuasse nomeado na Câmara do Rio. Na função, ele divulgava agendas, fotos e vídeos de Jair para publicação em veículos de comunicação, além de responder demandas da imprensa.

Em novembro, mesmo com Tercio se apresentando publicamente como assessor de Jair Bolsonaro, Carlos atestou sua presença na Câmara do Rio.

Tercio só foi exonerado do gabinete de Carlos após a posse de Jair, em janeiro deste ano, e acabou nomeado para no gabinete da Presidência. Ele recebe cerca de R$ 13 mil.

UOL

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