BOLSONARO PRESTIGIA FORÇAS ARMADAS EM MEIO A CRITICAS AO NÚCLEO MILITAR

Um dos pilares de sustentação do Governo, o núcleo militar se torna cada vez mais influente nas decisões de Jair Bolsonaro, que tem marcado presença em eventos das Forças Amadas. Nesta segunda-feira, o presidente participou de cerimônia em comemoração ao 130º aniversário do Colégio Militar do Rio de Janeiro e disse que sua meta é implantar um colégio militar em cada capital do País.


"O que tira um homem ou mulher de uma situação difícil em que se encontre é o conhecimento. Queremos mais crianças e jovens estudando nesses bancos escolares. Respeito, disciplina e amor à pátria são fundamentos importantes desses colégios", afirmou o presidente.

Durante a cerimônia, o presidente elogiou a "disciplina e o amor à Pátria", preconizado nas instituições militares, as quais pretende ampliar durante seu mandato.

Segundo Bolsonaro, já está em andamento a construção do maior colégio militar do País, no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. "Precisamos promover uma educação que prepare nossos jovens para os desafios da quarta revolução industrial", disse.

O prestígio das Forças Armadas dentro Governo tem desafiado o presidente a pacificar algumas desavenças públicas surgidas na internet.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro saiu em defesa do general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, que virou alvo de críticas do escritor Olavo de Carvalho nas redes sociais. Bolsonaro deixou claro que Santos Cruz tem seu respaldo completo e que a melhor resposta para polêmicas como as criadas por Olavo de Carvalho, é "ficar quieto".

Um dos nomes mais respeitados nas Forças Armadas, o general da reserva Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, hoje assessor especial do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno, usou as redes sociais para expressar o recado dos militares: Olavo de Carvalho precisa "deixar o governo".

"Mais uma vez, o senhor Olavo de Carvalho, a partir de seu vazio existencial, derrama seus ataques aos militares e às Forças Armadas demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia", escreveu Villas Bôas.

Demissões na apex

Em seu primeiro dia na presidência da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o contra-almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa demitiu os dois diretores apontados como pivôs de uma crise que, desde o início do Governo Jair Bolsonaro, já causou o afastamento de dois presidentes da agência.

Indicados de chanceler

Em nota, a Apex informou que Segovia destituiu Letícia Catelani da diretoria de Negócios e Marcio Coimbra da diretoria de Gestão Corporativa da entidade. Os dois foram indicados pelo chanceler Ernesto Araújo.

DN

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